13 de junho de 2017

Wanderlust.

Vou começar o texto de hoje adaptando uma música que eu adoro, da inesquecível Cássia Eller (maravilhosamente cantada por Nando Reis): "Estranho seria se eu não me apaixonasse por viajar ... ". Viajar é abrir a janela da alma, são portas infinitas e possibilidades diversas. Viajar é navegar em mares inacessíveis, descobrir sensações, respirar o ar da liberdade, do céu infinito. O texto é reflexivo, como a grande maioria que escrevo por aqui, mas hoje dedico ele aos amantes e apaixonados pelo mundo desconhecido.



Wanderlust, palavra alemã que não poderia expressar com tanta exatidão a delícia que é viajar; Wanderlust: Desejo intrínseco e profundo de viajar. Precisa de mais? Se faz muito com pouco, não precisa de rios de dinheiro para viajar, essa regra é básica, compreenda. Passei anos da minha vida pingando de cidade em cidade, descobrindo e me adaptando as mais diversas culturas, lugares e pessoas. Assim como muitos, meu tempo também é corrido, mas gosto de apreciar meu tempo livre viajando em leituras e planejando qual o próximo destino vou conhecer. Repito, se faz muito com pouco: primeiro comece, depois planeje e em seguida execute (e isso não serve só para viagens). Viajar não necessariamente é um plano caro, basta saber como, quando e para onde ir, o mundo é imenso, mas há muitos outros mundos ao seu redor, explore! Viajar é mudar a alma de casa, é pegar o carro sem rumo, abdicar de gastos desnecessários e deixar para estrapolar no desconhecido. Sou grata por essa essência sem apegos, não tem preço que pague abastecer a alma com um pôr do sol de outro ângulo, sair da rotina, provar novos sabores, sentir a brisa leve, o voar dos pássaros, a dança das árvores durante uma ventania inesperada. Se teme o novo, o desconhecido, as variáveis do medo e da insegurança, mas não se teme a bagagem da experiência, dos rios de histórias a se contar, da taça de vinho em noite fria, do mar azul, do deslumbrante pôr do sol do alto da montanha. Viajar é trocar o disco, é mudar o ritmo da música, é dançar ao som do vento de novos horizontes e paisagens. O corpo pede, avisa, dá sinais de que é necessário sair do comum. Viajar é escrever o próprio livro, tecer as próprias experiências, eternizar cada registro fotográfico que somente os nossos olhos são capazes de captar, é renascer. 


Viajar não requer passaporte, uns trocados, cartão de crédito e tempo, isso é planejamento, por ora necessário. Viajar requer um querer intenso da alma, algumas reservas de trocado e consciência para trocar alguns finais de semana com gastos desnecessários e reservá-lo para abastecer a alma de energia e enriquecer a conta bancária da vida de novos destinos. O único passaporte sem validade é aquele carimbado de histórias que somente você poderá contar, e esse tem passagem livre em qualquer lugar do mundo. Viajar é trocar a alma de casa algumas vezes e ter certeza que todo o pouco (ou muito) dinheiro investido, é somente um mero detalhe. Viajar é a única coisa que você compra e que te faz mais rico. Colecione momentos e não coisas.



Até breve.


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